ENTREVISTA: Eduardo Japonês responde a 20 perguntas sobre suas propostas para Vilhena

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O candidato Eduardo Toshiya Tsuru (PV), 46 anos, conhecido como Eduardo Japonês, é um empresário bem sucedido no ramo de produção de ovos. Dono de uma grande granja na cidade, o empresário tem experiência na área de gestão de empresas, e busca agora levar esse conhecimento para área pública.

Eduardo era pouco conhecido na cidade antes da campanha, contudo quem o conhecia antes de se candidatar, lembra do candidato como um homem sério e sistemático, mas que colabora com várias pessoas mais humildes há muitos anos em Vilhena.

Novato na política e em discursos, o candidato do PV saiu de oratórias sofríveis para discursos com muita retórica, em praticamente 40 dias de campanha. Apontado como sucessor de Rover, o candidato garante que não tem qualquer vínculo com atual prefeito e há anos não fala com Rover.

Eduardo é casado com Márcia Kaefer de Oliveira Tsuru e tem quatro filhos. Como candidata a vice-prefeita Eduardo tem o vereadora Marta Moreira do Partido Social Cristão (PSC).

 

ENTREVISTA

Pensando no eleitor vilhenense, o VILHENA NOTÍCIAS preparou uma série de 20 perguntas para três candidatos a prefeito da cidade, sendo que 18 delas são iguais e duas são direcionadas a questões que envolvem os candidatos diretamente.

O site publicou as três entrevistas ao mesmo tempo e no mesmo espaço, a fim de obedecer ao princípio da isonomia entre os candidatos.

Confira o que pensa Eduardo Japonês:  

  

1) Como morador de Vilhena há muitos anos de onde surgiu o interesse de ser prefeito?

Japonês: Da atual conjuntura política de Vilhena, em especial da prefeitura. Se as coisas estivessem tudo bem não me interessaria em entrar na disputa. Iria cuidar dos meus negócios. Mas, do jeito que está caminhando percebi que meus negócios e o futuro da cidade estariam sendo prejudicados, daí a opção de disputar a eleição e se vencendo, realizar uma gestão séria, comprometida com as necessidades da população.

 

2) Com toda exposição de imagem e do cotidiano que um prefeito e sua família passam ao assumir o cargo, sua família lhe apoiou e está preparada para os quatro anos de exposição?

Japonês: Tanto eu como a minha família somos pessoas simples, sem vaidade, sem a necessidade de viver sob holofotes. O que eu e ela queremos é dar o nosso melhor pelo nosso município sem se preocupar com o assédio e a exposição pública.

 

3) Se for possível até lá, com tantas mudanças que ocorrem nas leis eleitorais, você estaria disposto a disputar uma reeleição, ou o trabalho que pretende fazer em Vilhena está restrito a 4 anos?

Japonês: A nossa proposta é ficar quatro anos, fazer o melhor por Vilhena. Não tenho projeto político, tenho desejo de fazer o melhor com uma equipe profissional e depois passar o bastão para outro. Embora seja essa a nossa vontade, jamais podemos dizer nunca quando o propósito e contribuir.

 

4) Em suas caminhadas pela cidade, muitas pessoas têm mostrado aversão à política neste momento, o que você pensa sobre essas pessoas e seus motivos?

Japonês: É natural que as pessoas tenham essa aversão, dada à turbulência que o país vive no meio político com escândalos, desvios de recursos e desvios de condutas de vários políticos. Digo a elas que também foi a indignação que trouxe até aqui, mas que temos que acreditar que ainda podemos moralizar a política, porque dela ninguém foge, todos estão sujeitos. Votar e escolher a boa política e extirpando os fichas suja do nosso meio é papel de todos nós.

 

5) É provável que você tenha pelo menos cinco vereadores opositores na Câmara durante seu governo, qual linha você pretende seguir, uma linha mais tênue ou uma mais firme na relação com esses vereadores?

Japonês: De respeito e de clareza, sem negociatas comuns da velha política. Com transparência e levando todos os nossos atos ao conhecimento da população. O vereador tem um papel definido e esse respeitaremos, de maneira que acreditamos que eles farão o mesmo com o nosso papel de gestor.

 

6) É um fato que aconteceu nas últimas administrações locais, e não pode ser negado que boa parte dos vereadores forçam uma política de “toma-lá-dá-cá”, como você pretende lhe dar com os pedidos dos vereadores?

Japonês: Essa é a prática da velha política da qual não compactuamos. Vamos respeitar o papel do Legislativo como poder independente, mas não entraremos nesse jogo do toma-lá-dá-cá. Se fosse par ser igual o que foi até hoje não entraria na disputa pela prefeitura. Por isso nosso lema é Pra Fazer Diferente.

 

7) A prefeitura de Vilhena tratará com cerca de R$ 20 milhões todos os meses, valor que pode subir. Atualmente cerca de 50% desse valor é utilizado em folha de pagamento anualmente, e boa parte do restante sustenta o setor de saúde, o que não deixa nada para outros projetos, que acabam precisando de dinheiro do Estado ou da União para existirem, o que você pretende fazer para mudar esse quadro?

Japonês: Economizar o dinheiro público, cortar o supérfluo e aplicar bem os recursos. Não há outro caminho. Enxugando onde é possível sobrará recursos para aplicarmos em todas as áreas. Ninguém esbanja o que é dele, pois sabe que ganhou com dificuldade, portanto, temos que administrar o que é público, como fazemos na iniciativa privada.

 

8) Com o surto de assaltos que tem acontecido em Vilhena, qual a proposta do candidato para melhorar a segurança pública do município?

Japonês: Embora segurança pública seja de responsabilidade do Estado, nada impede que façamos parcerias com a Polícia Militar, pro exemplo, para aumentar o efetivo policial nas ruas, principalmente nos locais sabidamente onde o índice de violência é maior. Podemos ainda estudar a criação de uma Guarda Civil Municipal para colaborar na segurança pública utilizando-se do poder de polícia delegado pelo município através de leis complementares.

 

9) Todo prefeito tem grandes ideias para seu município no setor de obras, você já teria pelo menos três grandes obras que pretende fazer em Vilhena?

Japonês: Certamente não faremos obras faraônicas. Não temos projetos megalomaníacos. A grande obra que queremos fazer é cuidar das pessoas, principalmente aquelas que mais necessitam, ampliando o alcance social através de uma saúde melhor, creches, ampliação da assistência alimentar das pessoas necessitadas, cuidar do idoso e da criança através de programas específicos, organizar o setor produtivo de hortifrutigranjeiro via associativismo para que o município seja parceiro desde o preparo do solo até a comercialização, ampliar a oferta de salas de aulas, valorizar o funcionalismo, promove a cultura e o esporte, e investir maciçamente em infraestrutura nos bairros, principalmente pavimentação. Tudo obras possíveis dentro do orçamento municipal.

 

10) Secretarias municipais: os titulares e adjuntos serão pessoas técnicas ou você nomeará indicados pelos partidos que compõem a base de governo?

Japonês: Essa é a diferença da nossa candidatura. Ela nasce sem negociação com grupo nem partidos. Estou livre para formar uma equipe técnica da melhor qualidade e comprometida com o município.

 

11) Mortes no trânsito: a cada ano o número de mortes registradas no perímetro urbano de Vilhena tem aumentado. Somente em 2016, nove pessoas tiveram morte instantânea. Quais medidas você pretende adotar para diminuir a violência no trânsito?

Japonês: Humanização, campanhas de conscientização nas escolas, nas igrejas, nos clubes, falando da importância de respeitar as leis de trânsito, investimento em semáforos e sinalizações, rever o sistema atual de tráfego nas vias públicas.

 

12) Saneamento Básico: Quais os planos de sua gestão para setor?

Japonês: São obras que demandam de grandes recursos e o governo federal tem priorizado investimentos nesse setor porque também se trata de saúde pública. Vamos fazer projetos viáveis para que possamos buscar esses recursos com a ajuda do governo estadual e com nossa bancada no Congresso Nacional.

 

13) Quais são suas principais propostas para fomentar a cultura em Vilhena?

Japonês: Valorizar o que temos, investir no que nos representa, definir o que queremos, por que queremos e onde queremos chegar. A partir de um ponto de partida com nossos agentes culturais vamos investir naquilo que é nosso, desde a cultura popular à erudita. Cultura, entendo eu, é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

 

14) Na educação é necessário pensar nos alunos e nos professores, o que podemos esperar de melhorias para os alunos e para os professores em relação ao que já existe?

Japonês: Não apenas nos alunos e professores, mas em toda a comunidade escolar que é muito mais amplo. Temos que pensar na estrutura, na ampliação das ofertas de salas de aula para que tenhamos salas mais enxutas para que professores possam dar melhor atenção ao aluno e dessa forma o aprendizado seja melhor. Valorizar professores, gestores, todo o corpo funcional da escola para que o produto final que é a educação dos nossos alunos seja alcançado de forma proveitosa.

 

15) Por que o vilhenense deve optar por você nas urnas e não nos outros dois candidatos?

Japonês: O vilhenense deve optar pela melhor proposta, a mais coerente, dentro da realidade, da proposta factível, não aquela que de cara você percebe que é impossível fazer. Trazer dois frigoríficos quando temos um setor industrial abandonado é possível? Fazer 150 quilômetros de asfalto quando em 12 anos não fizeram 50 é possível? Contratar 100 médicos especialistas sabendo que saúde não é só médicos e sem dizer de onde sairá o dinheiro para pagar salários é possível? Nossas propostas são econômicas, porém, todas possíveis de serem realizadas. Não vamos prometer o que não podemos cumprir.

 

16)  Vários adolescentes que acabam o ensino médio procuram o primeiro emprego, porém, recebem a mesma desculpa de falta de experiência por parte dos empresários. Já o recém-formado em cursos superiores, se acaso não possuírem nenhum vínculo ou conhecimento com empresas específicas no ramo que se formou, demoram demais para serem reconhecidos como profissionais. Qual a posição de ambos os candidatos sobre este assunto e o que pretendem fazer para mudar essa realidade?

Japonês: A questão é econômica. Emprego está ligado diretamente a questão econômica. O Brasil tem 12 milhões de desempregados, quando o país voltar a crescer esse número vai diminuir. Nossa cidade está inserida nesse contexto. Mas, também vamos trabalhar com as entidades patronais para oportunizar o primeiro emprego para nossos jovens, dar preferência a eles. Tenho certeza que teremos parceiros. Também vamos incentivar aos jovens que, concomitante ao ensino regular, busquem cursos técnicos profissionalizantes, principalmente dentro das áreas carentes no município para suprir as necessidades de mão de obra das empresas locais.

 

17) Como você gostaria que a sua gestão fosse lembrada na história dos prefeitos de Vilhena?

Japonês: Como alguém que implantou um modelo de gestão para ser seguido pelos meus sucessores. Uma gestão séria calcada no profissionalismo funcional, na aplicação correta dos recursos públicos, na opção pelo alcance social, no investimento em questões prioritárias.

 

18) O Ministério Público Federal, Estadual, as polícias Civil e Federal tem investigado a fundo quase todas as atividades realizadas pela prefeitura, e tendem a continuar assim nos próximos anos. No caso, de algum membro de sua gestão investigado, você pretende agir como, afastando-o das funções ou aguardando o fim das investigações?

Japonês: O melhor que uma pessoa investida de cargo público tem que fazer caso esteja sendo investigado por algum indício de irregularidade é se afastar para se defender para não ser afastado. É assim que vamos agir. Não deixaremos pairar uma dúvida sequer sobre nossa administração. Todos tem direito a se defender perante os órgãos de controle e de justiça. Caberá a estes órgãos dizer se são inocentes ou culpados.

 

19) Algumas pessoas têm relatado que sentem certo receio de votar em você por causa da presença de alguns membros da gestão Rover junto a sua candidatura. A gestão Rover se mostrou nestes 8 anos, praticamente toda contaminada com corrupção. O que você poderia falar sobre a presença desses membros em sua campanha?

Japonês:  Primeiro é preciso apontar quem são essas pessoas da gestão atual que estão em minha campanha, até porque se estão aqui não estão lá. Não tenho nada com essa gestão. Desde o início tentam colar em mim essa pecha de que tenho apoio do atual prefeito. Ele próprio já veio a público dizer que não apoia ninguém, se alguém, quem quer que seja, me apoia ou vai votar em mim em troca de cargo na prefeitura vai se decepcionar. Aqui é pra fazer diferente.

 

20) Muito tem se falado da situação do que aconteceu em sua granja há alguns dias, onde a Eletrobrás registrou uma alteração no medidor de energia elétrica, que possivelmente poderia tratar-se de furto de energia. Na cidade seus opositores utilizam e questionam essa situação como uma tendência de seu possível comportamento como prefeito, o que você teria a dizer sobre essa situação? 

Japonês:  A Eletrobrás faz essa fiscalização rotineira e levou o relógio. Faz por sorteio. É normal. Poderia dizer que foi sabotagem de adversários e pelo fato de ser um momento político as pessoas acreditarem nisso. Mas prefiro esperar o relatório técnico do órgão competente. No meu caso, pelo fato de eu ser candidato ganhou esse aspecto maior e os concorrentes usaram para denegrir minha imagem. Na mesma proporção que disseram que os ovos da minha granja são impróprios para consumo humano, que 80 por cento das galinhas da granja estavam morrendo, que se eu me eleger prefeito vou tomar terrenos e chácaras. Tudo mentira. É a prática deles. Mentir, como fizeram a vida toda. Eles mentem!

 

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