Mais de 60 alunos estão há quase um mês sem aula na zona rural de Vilhena

Escolas que funcionavam em contêineres foram interditadas no mês passado pelos bombeiros

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Alunos do distrito do Perobal. (Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros)

Alunos da área rural de Vilhena estão há quase um mês sem aula. São 63 estudantes do ensino médio dos distritos do Perobal e de Nova Conquista. A interrupção forçada das aulas ocorreu em meados do mês passado quando por determinação do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), o Corpo de Bombeiros promoveu uma série de vistorias em diversas salas de aula que funcionavam em contêineres, instalados pela Seduc-RO.

O pedido de fiscalização surgiu após a morte de jovens no C.T., do Flamengo, no Rio de Janeiro. Os atletas da base do clube morreram queimados em contêineres similares aos usados como salas de aula pelos alunos de Vilhena.

A primeira blitz dos bombeiros foi no dia 18 de março no Perobal. Seis estruturas que abrigavam 40 alunos foram interditadas por questão de segurança. “Entre os problemas, está a falta do CMAR [Controle de Materiais de Acabamento e de Revestimento], além da falta de laudo elétrico e de acessibilidade”, explicou o tenente Luiz Antônio Bueno Thomaz, do Corpo de Bombeiros.

No dia seguinte mais três salas, dessa vez em Nova Conquista, foram interditadas. O motivo foi o mesmo, falta de documentação que comprova a qualidade das instalações elétrica e estrutural, além do certificado que atesta a qualidade do material usado na fabricação. A escola atendia 23 estudantes.

Seduc tentou minimizar

Dois dias após as interdições a coordenadora regional da SEDUC, em Vilhena, Marizete Rover, garantiu que a interdição dos contêineres não iria comprometer o ano letivo e que professores e diretores buscariam a melhor maneira para a reposição das aulas perdidas pelos 63 alunos das duas localidades, mas não informou uma data prevista para o retorno das aulas.

Nesta semana, às vésperas de completar um mês das interdições, a reportagem do Vilhena Notícias foi até a coordenadoria regional e foi informada que apenas a Seduc, em Porto Velho, poderia dar respostas sobre o problema. A equipe tenta desde sexta-feira (12) contato por telefone, mas as chamadas não são atendidas. Enquanto isso, a data de volta às aulas é incerta.

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