Em vez de 500, Bolsonaro convocará mil policiais federais aprovados em concurso

Onyx Lorenzoni (Casa Civil) anunciou aumento de 500 convocados do último concurso da Polícia Federal. Corporação tem mais de 4 mil cargos vagos.

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O ministro da Casal Civil, Onyx Lorenzoni, informou nesta quinta-feira (11) que mil aprovados no último concurso da Polícia Federal serão convocados.

No ano passado, quando foi anunciado pelo então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o concurso se destinava à contratação de 500 novos policiais federais. Agora, o ministro Onyx Lorenzoni informa que, em vez de 500, o governo chamará mil.

De acordo com a comissão de aprovados no concurso, aproximadamente 1,2 mil candidatos foram aprovados. Eles aguardam a convocação para a última fase do concurso, que é o curso de formação na Academia Nacional da Polícia Federal.

“Está já ajustado o aproveitamento de mil novos policiais federais, que foram aprovados em concurso público e que estão em fase de reforçar a nossa Polícia Federal no que diz respeito ao combate ao crime organizado e à corrupção”, afirmou Onyx Lorenzoni durante o evento dos 100 dias de governo em Brasília.

O concurso previa a reposição de 150 vagas para delegado, 180 para agente, 80 para escrivão, 60 para perito criminal e 30 para papiloscopista.

Déficit no quadro

Segundo informações da Diretoria de Gestão de Pessoal da Polícia Federal, 4.821 cargos estão vagos. São 2.464 cargos de agente, 690 de delegado, 984 de escrivães, 130 de papiloscopistas, 134 de peritos criminais e 419 de planos especiais.

Além das vagas não preenchidas, estão previstas 431 aposentadorias de policiais em 2019. A PF também tem 1.257 servidores que recebem o chamado abono de permanência porque já cumpriram os requisitos e podem pedir a aposentadoria a qualquer momento.

Reforço na Lava Jato

Apresentada como uma das metas prioritárias para os 100 primeiros dias de Governo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou um reforço de 85 policiais nas forças-tarefas da Operação Lava Jato.

De 2018 para 2019, ganharam reforços as delegacias de repressão à corrupção em Curitiba (que passou de 30 policiais para 55), Rio de Janeiro (de 42 para 52), São Paulo (de 36 para 45), Brasília (de 33 para 40) e de Serviço de Inquéritos Especiais (de 8 para 42).

Os reforços nessas delegacias são resultado de remanejamento de policiais federais para as forças-tarefas da Lava Jato.

Repercussão

Em nota, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) parabenizou o governo pela decisão, e afirmou que a Polícia Federal “sofre com um déficit de servidores que chega a 4,5 mil postos”.

Por isso, informou a associação, os policiais federais defendem a realização de novos concursos para preencher as vagas que, segundo a ADPF, continuarão vagos.

Fonte: G1

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