Notícia publicada às 08:00:10 - 03/06/2016 e lida: 2984 vezes   
    
  
  
Há dois anos e meio viajando ao redor do mundo, casal ucraniano passa por Vilhena e conta suas histórias
Juntos o casal já percorreu mais de 30 países.

Há dois anos e meio viajando ao redor do mundo, casal ucraniano passa por Vilhena e conta suas histórias
Há dois anos e meio viajando ao redor do mundo, casal ucraniano passa por Vilhena e conta suas histórias
Foto: Renato Spagnol

Por
Renato Spagnol

Maksyn & Inna. Os protagonistas da reportagem do VILHENA NOTÍCIAS, são ucranianos e apaixonados por viagem. Com 31 anos, Maksyn Duochenko, ou simplesmente Max, trabalha como analista de marketing e a jovem Inna Novatorova, de 27 anos, é formada em turismo. O trabalho dele, permite que ele exerça sua profissão de forma remota pela internet, o que lhes dá ganho para seguirem viajando. Juntos o casal já conheceu mais de 30 países espalhados pela Ásia, Europa, África, América Central, América do Sul, e na tarde da última terça-feira, 31 de maio, chegaram em Vilhena a bordo de uma Peugeot 206, onde devem permanecer até a próxima sexta-feira,3.

O casal conta que em outubro de 2013, movidos pela paixão de conhecer novas culturas e vivenciar de perto a realidade de diferentes povos, decidiram sair pelo mundo. “Já somos acostumados a viajar, mas não gostamos de passar pelos lugares apenas como turistas e sim permanecer por algum tempo para conhecer a realidade de cada povo”, disse Max.

O ponto de partida foi a cidade de Zaporozhye, Ucrânia, onde residem. Sem uma rota pré-definida, Max disse que o primeiro país a os recepcionar foi o asiático Sri Lanka, em seguida, o casal se aventurou por países da África e América Central, quando em outubro de 2015 aterrissou no Brasil, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro.

Em solo brasileiro, Max e Inna decidiram comprar um carro para seguirem viagem. Para o casal, o veículo próprio tem dado a eles, mais economia nos gastos, flexibilidade de locomoção e liberdade para percorrer por rotas alternativas. “Com um veículo próprio, a gente economiza nas viagens e temos também a opção de explorar lugares ainda desconhecidos por turistas”, comentou Max.

Veículo comprado e bagagens arrumadas, o casal seguiu viagem pelo interior do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Após alguns meses percorrendo os rincões brasileiros, Max e Inna foram em direção à terra do tango, Argentina.  Admirados pelas paisagens distintas do lar, os ‘desbravadores’ seguiram em direção ao Chile, onde puderam vislumbrar as belezas do deserto do Atacama, e por estradas desconhecidas até então, chegaram em solo peruano, onde puderam visitar na fronteira com a Bolívia, o esplendoroso lago Titicaca. Mas, a aventura do casal não parou por aí. Seguindo estradas com paisagens estonteantes, os viajantes chegaram a um dos pontos mais conhecidos em todo o mundo, o parque arqueológico de Machu Picchu.

Por meses, conhecendo novas culturas na tão distante América do Sul, Max e Inna retornaram ao Brasil pela fronteira entre Acre e Peru. De novo em solo brasileiro, eles conheceram na fronteira Acre/Peru, o engenheiro em mecatrônica, Eduardo Carvalho Santalena, 37 anos.

Um novo viajante a bordo

Max e Inna se identificaram com o viajante brasileiro, que deveria seguir para a Bolívia, mas acabou desistindo. Após alguns dias de convivência na capital acreana, Eduardo decidiu pegar carona com destino a São Paulo em companhia do casal, mas antes, uma rápida parada na capital rondoniense, Porto Velho, e cidades como Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno também foram locais onde os viajantes permaneceram por alguns dias para conhecer a realidade local.

A chegada à cidade Portal da Amazônia, ocorreu na tarde de terça-feira, 31 de março. Em Vilhena, Eduardo, Max e Inna foram recepcionados pela professora de idiomas, Laura Piscitelli. Na cidade, eles visitaram uma fazenda produtora de soja e milho, receberam informações acerca do processo de plantio e acompanharam por algumas horas a colheita dos grãos. Após três dias de estadia, os viajantes deverão seguir viagem com destino ao Mato Grosso, onde apreciarão as belezas do Pantanal.

Hospedagens, pontos positivos e negativos do Brasil

Max e Inna são usuários da rede social Couchsurfing, destinada a viajantes que buscam uma forma alternativa de se aventurar pelo mundo. Eles contam, que já se hospedaram em residências de "couchsurfers", como são chamados os usuários da rede social, nas mais distintas partes do mundo. “Como membros do Couchsurfing, nós sempre buscamos hospedagens pelas cidades por onde passamos e quando não encontramos nenhum com disponibilidade para nos receber, nós dormimos em hotéis, pousadas ou até mesmo estacionamos o carro em algum parque e dormimos dentro dele”, disse Max.

Sobre os pontos positivos e negativos do Brasil, Inna disse: “Encontramos no Brasil dificuldades com as placas de sinalização e as estradas em condições ruins. Ocorreu vezes de estarmos em uma estrada com pedágio e saímos dela, mas depois tivermos que retornar e pagar de novo, pois as placas eram muito confusas”, falou Inna.

O casal elogiou a receptividade do brasileiro. “Os brasileiros são pessoas muito receptivas e boas. Não tivemos tanta facilidade para encontrar hospedagens na casa de 'couch’s'. Em países como Chile e Argentina, eles parecem mais com os europeus, são mais fechados, mas o brasileiro é o que chamamos de ‘tropical’”, comentou sorridente Max.

Registro das viagens

Equipados com câmeras fotográficas e um laptop, o casal registra através de fotos e vídeos, cada detalhe de suas andanças. Em textos, fotos e vídeos, Max e Inna publicam todo o material produzido no site www.wetravelin.com no canal de Youtube intitulado Wetravelin e no Instagram WE_TRAVEL_IN, onde compartilham com familiares e seus seguidores, as experiências ao redor do mundo.

Retorno para casa

Seguindo um destino ainda não traçado, o casal deverá nos próximos meses retornar ao Rio de Janeiro, onde colocarão a venda o veículo e depois retornar para a Ucrânia, para aproveitar o início do período de verão e rever os familiares.

Mas, eles não param por aí. Max e Inna confessaram que pretendem ficar apenas 2 meses em seu país, pois continuarão suas viagens por outras terras ao redor do mundo.

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Casal visitou a redação do VILHENA NOTÍCIAS para contar sobre a viagem.

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“Encontramos no Brasil dificuldades com as placas de sinalização e as estradas em condições ruins. Ocorreu vezes de estarmos em uma estrada com pedágio e saímos dela, mas depois tivermos que retornar e pagar de novo, pois as placas eram muito confusas”, falou Inna.

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A bordo da Peugeot 206, Max e Inna já percorreram estradas brasileiras, argentinas, chilenas e peruanas.

 

FONTE: VILHENA NOTÍCIAS

 

 


 


 

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