Mecânico assassinado junto com namorada havia sido preso por fazer ameaça

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A reportagem do Vilhena Notícias apurou que Abrão Fernandes da Silva, 29 anos, morto a tiros junto com a companheira Geovana Assis Costa, menor de idade, nesta manhã de quinta-feira (13), em Vilhena, foi preso em março de 2017 por porte ilegal de arma de fogo e munição, o que deu a ele uma condenação de cinco anos de prisão. Desde fevereiro deste ano, ele cumpria pena em regime semiaberto, de acordo com informações do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).

A prisão

Abrão Fernandes foi preso por policiais militares na avenida Paraná, depois de ameaçar, com uma arma de fogo, um homem que estava acompanhado da esposa na avenida Sabino Bezerra de Queiróz.

De acordo com uma ocorrência policial registrada em 29 de março do ano passado, Abrão foi preso após perseguição policial. Segundo a PM, durante a fuga ele se desfez da arma jogando-a no quintal de uma casa, mas o revólver de calibre 38 e cinco munições não deflagradas, foram encontrados e apreendidos pela polícia. Com Abrão Fernandes os policiais também apreenderam um canivete.

Ao ser preso ele alegou que viu o casal discutindo e quis ajudar.  Já a esposa do homem vítima das ameaças deu outra versão sobre o caso. Segundo ela, Abrão abordou o marido na rua com as seguintes palavras, “agora nós desenrola”, e só fugiu do local sem atirar porque viu a aproximação da viatura.

Preso em flagrante, Abrão Fernandes foi levado para a delegacia e indiciado por posse e porte ilegal de arma de fogo e munição. Naquele mesmo ano a 2ª Vara Criminal, em Vilhena, o condenou a cinco anos de prisão com base nos artigos 14 e 16 do Código de Processo Penal. Desde fevereiro deste ano ele cumpria pena em regime semiaberto.

A execução

Abrão era funcionário de uma oficina mecânica de motos e exercia ainda a função de segurança de eventos no período noturno. Ele foi morto com vários tiros junto com a companheira Geovana, no momento em que saía com ela de casa. A jovem também seria funcionária da mesma oficina onde Abrão trabalhava.

Segundo vizinhos, o casal havia se mudado para a casa da avenida 11 há poucas semanas. Um documento comprova essa informação. No último dia 28 de novembro ele apresentou no Poder Judiciário do Estado de Rondônia, em Vilhena, a notificação informando seu novo endereço.

Suspeito do duplo homicídio

A polícia está no encalço do suspeito das execuções. Uma vizinha do casal contou à reportagem do Vilhena Notícias que saiu de casa para levar o filho à escola pouco antes das 7h e viu um automóvel Fiat Uno de cor prata parado em frente à residência das vítimas e, depois que retornou para casa o veículo ainda estava lá. A mesma testemunha contou ainda que, após ouvir os disparos, saiu para fora e viu um homem de cor morena entrar no carro com uma pistola na mão e depois fugir em alta velocidade.

Segundo a PM, o casal foi morto com tiros de pistola 380. Várias cápsulas foram encontradas perto dos corpos.

A polícia já tem as características do suspeito e tenta localizá-lo.

Relato de vizinhos

Conforme relatos de vizinhos, a garota executada estaria sofrendo ameaças de um ex-marido e teria solicitado medida protetiva à Justiça.

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