Prefeitura explica critérios usados para corte de árvores em Vilhena

Raízes de até trinta metros se infiltram nas galerias pluviais e entopem a drenagem das ruas, causando inundação

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Foto: divulgação/Semcom

Quem passou pela avenida Presidente Nasser, no Jardim América, nesta manhã de quinta-feira (27), se assustou com uma poda de árvores realizada pela Prefeitura de Vilhena.

Nas redes sociais, houve quem protestasse.

Os trabalhos seguem ao longo do dia e agora no período da tarde a assessoria da prefeitura explicou a situação. Segundo ela, a operação irá se estender pelas próximas semanas e irá atingir outras grandes avenidas da cidade. O objetivo, é a “retirada de árvores prejudiciais às obras públicas, especialmente as da espécie Ficus benjamina”.

Em um comunicado enviado ao Vilhena Notícias por meio de correio eletrônico a prefeitura elenca nove motivações para a remoção das espécies. Confira logo abaixo:

  • GALHOS PODRES – Várias árvores estão com galhos podres, rachados ou com risco de cair. Esses galhos são cortados na base, mesmo que isso exija deixar a árvore com poucas folhas.
  • ESPÉCIE PREJUDICIAL – Árvores da espécie Ficus Benjamina devem ser retiradas totalmente da cidade, pois a espécie tem raízes que se infiltram profundamente na rede de água e encanamentos residenciais, entopem a drenagem, quebram as calçadas e abrigam insetos nocivos. Há determinação do Ministério das Cidades para que as cidades parem de plantar essa espécie que retirem as árvores que já foram plantadas. É o que várias cidades estão fazendo, conforme a lista disponível neste link: http://bit.ly/ficusnobrasil
  • AMEAÇAS À REDE ELÉTRICA – Os galhos das árvores que estão entre a rede elétrica, ou próximos de alcançar os fios, devem ser retirados para evitar quedas de energia, curtos circuitos ou acidentes com os postes.
  • AMEAÇAS AOS ENCANAMENTOS – Tanto as galerias pluviais quanto os encanamentos residenciais particulares são prejudicados pelas extensas raízes da Ficus benjamina, que se alastram em busca de água. Entupindo os encanamentos, elas interrompem o fornecimento de água, enquanto nas galerias promovem o acúmulo de pedras, terra e sujeira, obstruindo a passagem da água, o que ocasiona alagamentos e inundações em várias vias da cidade no período chuvoso.
  • PREJUÍZOS À ILUMINAÇÃO PÚBLICA – A copa de algumas árvores impede que a luz dos postes chegue às vias, o que prejudica a visibilidade dos condutores à noite e inutiliza o serviço de iluminação pública.
  • OBSTRUÇÃO NO TRÂNSITO – Algumas árvores nos canteiros centrais das avenidas obstruem a visão dos motoristas, o que podem causar acidentes, e por isso devem ser podadas ou retiradas.
  • LED EM VILHENA – A Energisa firmou um grande projeto de substituição das lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED nas principais avenidas e praças da cidade em uma iniciativa de quase R$ 2,4 milhões. Para tanto, é necessário que essa luz chegue às ruas e avenidas. Assim, junto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Secretaria Municipal de Obras realiza a poda desses locais neste mês para que o projeto possa ser implantado com total eficiência. Ao mesmo tempo que as árvores são retiradas, novas mudas são plantadas, conforme disponibilidade de espécies nativas através de projeto da Prefeitura.
  • CALÇADAS RACHADAS – As grandes raízes do ficus, que nunca param de crescer enquanto a árvore estiver viva, quebram as calçadas, racham paredes e costumam desnivelar até mesmo o asfalto, causando grande prejuízo às obras públicas e às propriedades particulares.
  • NÃO É ESPÉCIE NATIVA – O manuais de urbanismo orientam que as cidades devem ser arborizadas com espécies nativas da região. O ficus é uma árvore originária da Ásia, muito comum na Índia. Por isso, a Semma vai promover a substituição das árvores dessa espécie por outras comuns em Rondônia e na Amazônia, conforme as raízes forem sendo retiradas do solo pela Secretaria Municipal de Obras.

Fonte: com informações da Semcom

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