VILHENA: Médico da “máfia das próteses” do DF passa em concurso da prefeitura e poderá atender no Hospital Regional

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O médico Juliano Almeida e Silva teve uma conversa telefônica divulgada em vários veículos de comunicação em setembro de 2016, entre eles Correio Braziliense, Fantástico, Portal G1, na qual negociava um “esquema” para aumentar os custos de cirurgias ortopédicas, segundo a Polícia Civil do DF.

O esquema que movimentou mais de R$ 30 milhões, em cinco anos, foi descoberto pela Polícia Civil, e tinha como objetivo realizar cirurgias desnecessárias em pacientes, visando o lucro de fornecedores de materiais ortopédicos e dos próprios médicos envolvidos no esquema.

Em setembro de 2016 a PC prendeu 13 envolvidos, entre eles, o médico Juliano Almeida e Silva. Ele está em liberdade provisória aguardando o julgamento.

O médico se inscreveu para o processo seletivo da prefeitura de Vilhena, que busca contratar dezenas de médicos para atender a demanda da área da saúde da cidade. O certame aconteceu no dia 02 de setembro, e Juliano chegou a se classificar em segundo lugar, mas como fez a mesma pontuação de outro médico, o desempate foi feito por idade, como ele mais novo que seu concorrente, acabou ficando na terceira posição.

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A classificação é dada a partir do currículo e dados profissionais dos médicos.

O certame para a área de Médico Ortopedista e Traumatologista, do qual Juliano se classificou, possui cinco vagas, conforme mostra o edital do processo seletivo da prefeitura de Vilhena. Todos devem atuar nas unidades de saúde da cidade, inclusive no Hospital Regional. Ele deve ser chamado para atuar já na próxima semana, e seu contrato será de um ano podendo ser prorrogado por mais 12 meses.

O OUTRO LADO

Na época, em sua defesa o médico declarou em nota, que os trechos divulgados na escuta estão descontextualizados e que não participa nem participou de qualquer procedimento duvidoso.

ENTENDA O CASO

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