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Polícia Civil nega que esteja a serviço da Energisa no combate a gatos

CPI criada pela ALE-RO descobre termo de cooperação de R$ 704 mil entre empresa e a polícia

Até então a população desconhecia as relações financeiras entre o órgão governamental e a empresa particular, fato que só veio a público com a criação de uma CPI na Assembleia Legislativa

A Polícia Judiciária Civil do Estado de Rondônia divulgou, nesta terça-feira, nota em que admite receber benefícios financeiros da empresa Energisa, mas negou que esteja agindo “com predileção” pelos casos de furto de energia apontados pela empresa privada.

Desde que a Energisa se estabeleceu em Rondônia, após comprar a estatal Ceron pelo valor simbólico de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), a Polícia Civil do Estado tem atuado com mais freqüência, firmeza e entusiasmo nos casos de furto de energia elétrica, os chamados gatos.

Até então a população desconhecia as relações financeiras entre o órgão governamental e a empresa particular, fato que só veio a público com a criação de uma CPI na Assembleia Legislativa.

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A nota da Polícia Civil alega que o convênio não envolve diretamente repasse de dinheiro e que o termo de cooperação foi publicado no Diário Oficial do Estado, portanto, teria sido dada transparência ao negócio firmado entre as partes.

Ocorre que, apesar de realmente não repassar diretamente valores financeiros à polícia, a empresa particular tem bancado obras como a reforma do pátio do Departamento de Narcóticos e de prédios policiais, pagando diretamente aos fornecedores.

Quanto à publicação no Diário Oficial, trata-se de uma divulgação circunscrita a uma plataforma eletrônica cuja leitura  não faz parte do cotidiano da população.

Diante da repercussão negativa da descoberta do acordo entre a polícia e a empresa particular, a direção geral do órgão governamental disse que a polícia rondoniense opera de forma independente e imparcial, não agindo para atender interesses governamentais ou particulares.

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