Notícia publicada às 17:43:58 - 13/06/2018 e lida: 2837 vezes   
    
  
  
Justiça define pena de mais de 20 anos a homem que participou de chacina com cinco mortos em Vilhena
Foi condenado por quatro mortes e duas tentativas de homicídio.

Justiça define pena de mais de 20 anos a homem que participou de chacina com cinco mortos em Vilhena
Justiça define pena de mais de 20 anos a homem que participou de chacina com cinco mortos em Vilhena
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Por
Renato Spagnol

Submetido ao tribunal do júri no Fórum Criminal em Vilhena na terça-feira (12), Enilton Procópio(FOTO), 31 anos, foi condenado a 21 anos e quatro meses de prisão por participar da chacina que deixou 5 pessoas mortas, incluindo vítima sendo queimada viva, no ano de 2015 na fazenda Vilhena, região conhecida como Farinheira.

No julgamento que durou mais de 11 horas, os jurados entenderam que o réu participou diretamente dos crimes de homicídio que têm como vítimas: Daniel Aciari, 67 anos, João Fernandes da Silva, João Pereira Sobrinho, 56 anos e seu filho Dagner Lemes Pereira, 17 anos, e ainda pelo crime de tentativa de homicídio contra Ariovaldo Nunes da Silva e Arivaldo Bezerra dos Santos, sobreviventes da chacina.

Com a sentença o condenado passa a cumprir pena em regime fechado no Centro de Ressocialização Cone Sul. A juíza Liliane Pegoraro Bilhava da 1ª Vara Criminal negou a ele o direito de recorrer em liberdade. Leia sentença aqui.


Matadores depois de atirar contra as vitímas colocaram fogo na casa.

>> Dois homens são condenados a duas décadas de prisão por participação em chacina que deixou cinco mortos

 

Estava foragido

Com mandado de prisão desde 2015, ano do crime, Enilton Procópio ficou foragido e somente decidiu se apresentar ao julgamento para dar sua versão dos fatos. Ele contou que chegou na fazenda três dias antes da chacina, pois havia sido informado que as terras da fazenda Vilhena seriam divididas.

Ainda em sua narrativa Enilton disse que no dia da chacina houve uma pequena confusão no acampamento, pois Ilário Danelli, vulgo “Índio Branco”, acusado de ter arquitetado as mortes, chegou alterado e precisou ser retirado do local. Enilton Prócópio então teria acompanhando Eber Maciel da Costa e Marlos de Souza Cândido, estes dois já condenados pela chacina, até uma fazenda próxima dali para deixar Ilário, e depois retornaram para o acampamento, mas essa versão é diferente daquela dada por outras testemunhas no processo.

Segundo versão das testemunhas, Ilário Danelli e os demais que saíram do assentamento foram até uma outra propriedade para buscar armas. Uma parte dos integrantes que estavam no acampamento flagrou Ilário e outros homens em motos com um saco cheio de armas próximo à casa do caseiro da Fazenda Vilhena. As testemunhas ainda contaram que foram ameaçadas por Ilário Danelli, o qual teria dito que um já tinha sido morto e que outros morreriam.

 

Chegada da Polícia

No início da noite, a Central de Operações da Polícia Militar de Vilhena foi informada que na fazenda havia uma pessoa em estado de óbito e que provavelmente havia sido assassinada.

Minutos depois a Força Tática da PM em deslocamento à fazenda, manteve contato com o solicitante J.C., e as testemunhas, o casal C.C. da S.P., e J. da S. À polícia, as testemunhas disseram que por volta das 17h00 foram até a Fazenda Vilhena, mas quando chegaram próximo à entrada um homem armado gritou da varanda da casa: “Vai embora, já matamos um”, teria dito um dos assassinos. Assustado, o casal que estava em uma moto saiu do local.

Após depoimentos, os militares foram até o local do fato e se depararam com uma das casas da propriedade tomada pelo fogo. Na lateral do imóvel, foi localizado o corpo, que mais tarde foi identificado como Daniel Aciari. Ele era proprietário de um sítio próximo à fazenda e teria ido até o local apenas para conversar com amigos. Após ser executado Aciari teve o corpo parcialmente carbonizado.

Na varanda da residência, a polícia encontrou mais três corpos completamente carbonizados. Dois deles foram identificados como sendo João Pereira e o filho Dagner. Eles haviam sido contratados recentemente para trabalharem na fazenda. A quarta vítima encontrada foi João Fernandes da Silva. A quinta vítima do massacre, José Bezerra dos Santos, 64 anos, foi encontrada na mata no dia seguinte. Segundo a polícia ele estava na casa e conseguiu correr até a floresta, mas foi perseguido e ferido. A vítima era irmão do caseiro da fazenda.

O homem apontado como articulador da chacina, Ilário Danelli, ainda está impune.

 

Leia mais

Ilário Danelli é procurado pela polícia como um dos autores da chacina que deixou 5 mortos em Vilhena

 

 

FONTE: VILHENA NOTÍCIAS

 

 


 


 

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