Caminhoneiro suspeito de matar dono de restaurante se apresenta à polícia e alega legítima defesa

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Edemilson Gomes dos Santos foi baleado com a própria arma.

A Polícia Civil identificou o caminhoneiro Juracy Pereira, 43 anos, como autor do assassinato do empresário Edemilson Gomes dos Santos, 42 anos, morto com um tiro na cabeça. O crime aconteceu pouco antes das 22h do sábado (11), no restaurante da vítima, que fica às margens da BR-364, a cerca de 25 km de Vilhena, no sentido Porto Velho. Após atirar no comerciante, ele fugiu.

Segundo a Polícia Civil, o caminhoneiro se apresentou esta segunda-feira (13) na delegacia e declarou ter agido em legítima defesa ao atirar no empresário. Ele afirmou ainda que o revólver usado no crime era do comerciante.

A confusão teve início quando o dono do restaurante viu um caminhão estacionado no pátio e pensando que fosse de Juracy, foi até a mesa onde ele jantava na companhia de um colega motorista, para tirar satisfação. Em seu relato Juracy disse que o veículo mal estacionado era de um outro caminhoneiro, que estava na cabine, mas não saiu de lá mesmo diante da confusão.

Empresário teria sacado a arma

Em meio à discussão o empresário teria sacado o revólver, mas acabou deixando a arma cair em meio a empurrões e troca de socos. Juracy revelou à polícia que só recolheu a arma do chão e atirou depois que viu Edemilson golpear o colega com uma facada. Rogério Miguel Fagundes, apenas tentava apartar a briga e foi esfaqueado na barriga, ele foi socorrido por Juracy até Vilhena e permanece internado no Hospital Regional, mas não corre risco de morrer.

No depoimento Juracy disse que antes de fazer o disparo advertiu o empresário para que ele cessasse os ataques, mas ele não obedeceu e depois de esfaquear um caminhoneiro, tentou investir contra o outro e foi morto.

De acordo com informações da Polícia Civil, Juracy Pereira, suspeito do crime, é morador de Vilhena. Ele foi liberado depois de prestar depoimento. A polícia informou ainda que ele deverá ser convocado para prestar um segundo depoimento. A Delegacia Especializada na Repressão de Crimes Contra a Vida (DERCCV) informou que não pediu a prisão preventiva do suspeito. As razões para deixá-lo em liberdade serão apresentadas em coletiva de imprensa nos próximos dias.

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